O filme brasileiro O Agente Secreto concorre ao Globo de Ouro com 54 prêmios em 35 festivais, superando o desempenho inicial de Ainda Estou Aqui. Dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, o longa marca história com indicações em três categorias pela primeira vez para o Brasil. A produtora destaca a trajetória única da produção nordestina.
O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, chega ao Globo de Ouro neste domingo (11) com um currículo impressionante: 54 troféus conquistados em 35 premiações nacionais e internacionais. Estreado em maio de 2025 no Festival de Cannes, onde levou prêmios de melhor diretor e melhor ator para Wagner Moura, o longa acumula reconhecimentos de associações de críticos como o New York Film Critics Circle e o National Board of Review.
Essa campanha é numericamente mais robusta do que a de Ainda Estou Aqui no mesmo estágio, em 2025. Na época, o filme de Walter Salles tinha 17 prêmios em 12 festivais antes do Globo de Ouro, terminando a temporada com 70 troféus após a vitória de Fernanda Torres como melhor atriz. O Agente Secreto, com oito meses de circulação, concorre em três categorias inéditas para o Brasil: melhor filme de drama, melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em drama para Moura, o primeiro brasileiro nessa disputa.
"Cada filme tem a sua trajetória, o seu DNA. Mas é impossível não pensar nos dois juntos", disse Dora Amorim, produtora executiva. Ela ressalta o simbolismo de uma produção recifense em premiações hollywoodianas: "Ver um filme brasileiro ocupar esse espaço é algo incrível para o reconhecimento da nossa cultura."
Lançado nos EUA pela Neon, distribuidora de sucessos como Parasita, o filme estreou simultaneamente no Brasil e no exterior em novembro de 2025, atraindo mais de 1 milhão de espectadores no país após dez semanas em cartaz. A estratégia inclui eventos em Los Angeles com a equipe, visando o Oscar. Além de prêmios tradicionais, o filme ganhou honrarias inusitadas, como o Golden Beast para a gata Carminha e elogios à atuação de Tânia Maria no New York Times.
O engajamento nas redes sociais, com memes e postagens virais, impulsiona a campanha, similar ao 'exército de likes' de Ainda Estou Aqui. Amorim nota que, apesar das comparações, as trajetórias são paralelas, celebrando uma safra forte do cinema brasileiro.