O ator brasileiro Wagner Moura marcou presença no tapete vermelho do Globo de Ouro 2026 exibindo um santinho de Fernanda Torres, apelidado de 'Santa Nanda da Sorte', como amuleto para a premiação. Indicado a melhor ator em filme de drama por 'O Agente Secreto', ele chegou ao lado da esposa Sandra Delgado, vestindo um terno branco da Maison Margiela. O filme concorre em três categorias, um feito inédito para o cinema brasileiro.
No domingo, 11 de janeiro de 2026, o Globo de Ouro realizou sua 83ª edição no Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, celebrando os destaques do cinema e da televisão de 2025. Wagner Moura, protagonista de 'O Agente Secreto', dirigido por Kleber Mendonça Filho e ambientado no Recife durante a ditadura militar, chegou ao evento como um dos representantes brasileiros mais aguardados. Pela primeira vez, uma produção nacional acumula três indicações: melhor filme de drama, melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em filme de drama para Moura, que interpreta Marcelo.
Moura, que já havia sido indicado em 2016 por 'Narcos', exibiu um 'santinho' com a imagem de Fernanda Torres, vencedora do Globo de Ouro de melhor atriz em drama em 2025 por 'Ainda Estou Aqui', de Walter Salles. O item, distribuído pela equipe da TNT e HBO Max – responsáveis pela transmissão no Brasil –, ganhou o apelido carinhoso de 'Santa Nanda da Sorte' de Gabriel Leone, colega de elenco. Alice Carvalho e o próprio Mendonça Filho também posaram com o amuleto no tapete vermelho. 'Tá aqui no meu bolso', disse Moura à Globo News, ao ser questionado sobre a confiança que o talismã trazia. 'Se a gente ganhar algum prêmio hoje aqui, esse prêmio é de quem tá em casa', acrescentou, agradecendo o apoio do público brasileiro.
Estiloso, o ator optou por um terno branco da Maison Margiela, com joias Omega, pensado pela estilista italiana Ilaria Urbinati, radicada em Los Angeles e conhecida por vestir celebridades como Dwayne Johnson e Chris Evans. Ao lado da esposa, a fotógrafa Sandra Delgado, Moura compartilhou sua preparação para uma possível vitória: em entrevista à Variety, revelou ter escrito um discurso curto no bolso, preocupado com o limite de 30 segundos. 'Eu escrevi, mas ontem eu recebi uma mensagem dizendo que o discurso tem que ter menos de 30 segundos. Como vou fazer isso?', brincou.
Em declarações à TNT, Moura destacou o momento 'extraordinário' para o cinema brasileiro, enfatizando como o filme, nascido de uma inquietação pessoal com Mendonça Filho, une arte e política. 'Quando você vê uma obra e ela mexe com você, e ela te transforma, isso é política', afirmou. Ele também criticou a polarização atual: 'É tão ruim viver em um mundo que é tão polarizado... Hoje vivemos em um momento que não ligam mais para fatos', disse à Veja.
Embora 'O Agente Secreto' não tenha levado prêmios nas categorias indicadas – com vitórias como a de Timothée Chalamet em ator de musical/comédia e Paul Thomas Anderson em roteiro –, a presença brasileira reforçou a crescente influência do cinema nacional em Hollywood. Mendonça Filho notou que as indicações impulsionaram a bilheteria global do filme, que aborda temas de memória e amnésia sob regimes opressores.