O senador Rodrigo Pacheco defendeu o ministro Dias Toffoli do STF das críticas por viajar em jato particular com advogado do caso Master. Pacheco considera excessivas as acusações de suspeição. Toffoli, por sua vez, expressou irritação com o presidente da corte, Edson Fachin, por propor um código de conduta em meio às controvérsias.
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, saiu em defesa do ministro Dias Toffoli do STF nesta segunda-feira (8), ao afirmar que as críticas por Toffoli ter viajado em jato particular com o advogado Augusto Arruda Botelho, envolvido no caso Master, são excessivas e improcedentes. "A circunstância de o ministro ter compartilhado um voo privado na companhia de um advogado não faz dele suspeito ou impedido para julgar processos que tenham esse advogado como patrono constituído, definitivamente", disse Pacheco. Ele acrescentou que "fosse assim, seria muito fácil, por conveniência ou ardil, gerar suspeição ou impedimento de um juiz para evitar que ele julgue uma causa". Pacheco enfatizou que impedimento e suspeição seguem regras taxativas nos códigos, e que essa situação não se enquadra nelas.
A viagem ocorreu na sexta-feira (28 de novembro), quando Toffoli seguiu para Lima para assistir à final da Libertadores, retornando no domingo (30) em jato pertencente ao empresário Luiz Osvaldo Pastore. Botelho, ex-secretário Nacional de Justiça e amigo do proprietário do avião, advoga para um diretor do Banco Master. O caso foi distribuído a Toffoli na tarde de 28 de novembro, após o embarque do ministro. Em 2 de dezembro, Toffoli impôs sigilo elevado a um pedido da defesa de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, e concentrou todas as investigações sobre o Master no STF, atendendo solicitação dos advogados do banco.
Pacheco concordou que o caso está corretamente no STF sob sigilo, devido à menção a autoridade com foro e relação com o sistema financeiro nacional. Ele foi cotado para vaga no STF pelo presidente Lula, mas foi preterido em favor de Jorge Messias, o que gerou crise com o petista e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Paralelamente, Toffoli manifestou irritação a aliados com Edson Fachin, presidente do STF, por propor um código de conduta para ministros em meio às críticas. O documento, defendido por Fachin desde antes de assumir em outubro, estabelece regras para participação em eventos e viagens com entidades privadas e enfrenta resistências na corte. Insiders da corte notam que a iniciativa não é nova.