As autoridades de saúde do Panamá recomendaram na sexta-feira que os cidadãos que vão à Copa do Mundo de Futebol de 2026 se vacinem contra o sarampo, devido a surtos nos países anfitriões: México, Canadá e Estados Unidos. Não há casos registrados no Panamá desde 1995, e a vacina é oferecida gratuitamente junto com a da febre amarela para certificados internacionais. A OPAS relatou 14.891 casos e 29 mortes nas Américas em 2025.
As autoridades de saúde do Panamá emitiram na sexta-feira diretrizes para as agências de viagem informarem as pessoas que viajam para os países anfitriões da Copa do Mundo de Futebol de 2026 sobre a vacinação contra sarampo, embora não seja obrigatória. O Ministério da Saúde (Minsa) fornece a vacina contra sarampo gratuitamente para aqueles que solicitam o Certificado Internacional de Vacinação, juntamente com a vacina contra febre amarela. “Em resposta ao alerta de sarampo na Região das Américas, a vacina contra sarampo está sendo oferecida gratuitamente às pessoas que solicitam o Certificado Internacional de Vacinação, juntamente com a vacina contra febre amarela exigida para viagens. Essa estratégia visa garantir que aqueles que saem do país não contraiam a doença”, explicou Itzel de Hewitt, coordenadora geral do Programa Ampliado de Imunização (PAI) do Minsa. A Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) emitiu um alerta epidemiológico em 3 de fevereiro de 2026, destacando o aumento de casos na região durante 2025 e início de 2026, com um total de 14.891 casos e 29 mortes em 2025. O México registrou 6.428 casos e 24 mortes naquele ano, seguido pelo Canadá com 5.436 casos e duas mortes, e os Estados Unidos com 2.242 casos e três mortes. Nas duas primeiras semanas de 2026, o México relatou 740 casos, os Estados Unidos 171, e o Canadá 67. O Panamá não registra casos de sarampo desde novembro de 1995, graças ao seu sistema de vigilância e esforços de vacinação, com mais de 7 milhões de doses administradas a uma população de aproximadamente 4 milhões de pessoas. O Minsa segue as recomendações da OPAS e da OMS, incluindo a imunização de funcionários de aeroportos e portos. No México, o Estado do México iniciou uma campanha de vacinação contra sarampo visando mais de 103 mil professores, com 103.600 doses disponíveis até 24 de fevereiro em 31 locais em 22 municípios. Essa medida visa reduzir a transmissão nas escolas, onde a doença se espalha rapidamente pelo ar. Desde o início do surto, mais de dois milhões de doses foram aplicadas no estado.