O Ministério da Saúde da Colômbia emitiu a Circular nº 004 de 2026 para impulsionar a vacinação e a vigilância diante do aumento de casos de sarampo nas Américas. A medida responde ao crescimento global e regional da doença, que representa um risco de importação para o país. Quatro casos suspeitos estão sob investigação esta semana.
O Ministério da Saúde e Proteção Social da Colômbia abordou o aumento de sarampo na região das Américas por meio da Circular nº 004 de 2026, que delineia diretrizes para aprimorar a vacinação, a vigilância epidemiológica e a prevenção de casos importados. A Organização Mundial da Saúde relata 247.623 casos confirmados em 179 países em 2025, com 14.891 nas Américas — um aumento 32 vezes maior que em 2024. Esse contexto internacional eleva os riscos na Colômbia devido à mobilidade global, desafiando o progresso rumo à eliminação da doença. Esta semana, quatro casos suspeitos em indivíduos com histórico de viagens internacionais estão sob investigação; um foi descartado por testes laboratoriais, e os três restantes estão em andamento. As autoridades coordenam vigilância rigorosa com entidades territoriais. A circular enfatiza a vacinação com a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e vacinas bivalentes SR, disponíveis gratuitamente em mais de 3.000 pontos, incluindo aeroportos, portos e campanhas comunitárias. As recomendações incluem dose zero para crianças de 6 a 11 meses em áreas prioritárias ou para viajantes, duas doses para crianças de 1 a 10 anos, e doses adicionais para idades de 6 a 16 anos, viajantes de 11 a 59 anos sem registros verificáveis, profissionais de saúde e contatos de casos. Os esforços de vigilância focam em verificações fronteiriças de sintomas como febre e erupção cutânea. Instalações de saúde ativam vias de atendimento em emergências, priorizando pacientes com viagens recentes nos últimos 21 dias, e implementam protocolos para prevenir transmissão hospitalar. O Ministério exorta pais, viajantes e pessoal de saúde a verificar o status vacinal e buscar atendimento para sintomas compatíveis, destacando que alta cobertura protege a saúde pública.