Um avião bimotor Neiva EMB-721C colidiu com um prédio no bairro Silveira, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (4/5/2026), matando três pessoas e ferindo duas. O voo havia decolado do Aeroporto da Pampulha rumo a São Paulo minutos antes. Autoridades investigam as causas do acidente.
O acidente ocorreu às 12h21, quatro minutos após a decolagem às 12h16 do Aeroporto da Pampulha. A aeronave PT-EYT, com cinco ocupantes, perdeu altitude logo após iniciar a subida e atingiu a escadaria de um prédio de três andares na rua Ilacir Pereira Lima, 667, bairro Silveira. O piloto Wellington de Oliveira, 34 anos, declarou 'mayday' à torre de controle devido a dificuldades em ganhar altura, conforme a NAV Brasil.
As vítimas fatais incluem o piloto Wellington de Oliveira, o veterinário Fernando Moreira Souto, 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), e o empresário Leonardo Berganholi, 50 anos, que morreu no Hospital João XXIII. Dois sobreviventes, Hemerson Cleiton Almeida Souto, 53 anos, e Arthur Schaper Berganholi, 25 anos, filho de Leonardo, estão internados no mesmo hospital em estado estável, segundo a Fhemig. O voo partiu de Teófilo Otoni (MG) pela manhã, com duas passageiras que desembarcaram em Belo Horizonte.
Moradores do prédio, como Claudete Martins, relataram destruição na escadaria: "Não tem mais escada, só tem motor e peça de avião, acabou tudo." Nenhum residente ficou ferido, mas o edifício foi interditado temporariamente pela Defesa Civil devido a vazamento de combustível. O subsecretário Elcione Menezes Alves afirmou que a estrutura será avaliada e liberada conforme necessário.
O Cenipa, da Força Aérea Brasileira, e a Polícia Civil investigam, analisando perda de potência, histórico de manutenção e possível contaminação de combustível. A aeronave, fabricada em 1979, tinha certificado válido até 2027, mas operava como voo particular sem autorização de táxi aéreo. O governador Mateus Simões expressou solidariedade: "Meus sentimentos às famílias do piloto Wellington Oliveira e de Fernando Moreira Souto."