Príncipe William anuncia fundo para proteger defensores ambientais

Durante a Cúpula do Programa United for Wildlife no Rio de Janeiro, o príncipe William anunciou uma parceria internacional para proteger lideranças indígenas ameaçadas na Amazônia. O programa 'Protect the Protectors' oferece assistência jurídica e suporte emergencial contra a violência crescente. O evento destacou o combate a crimes ambientais e o papel vital das comunidades locais.

O príncipe William, herdeiro do trono britânico, chegou ao Brasil na segunda-feira (3/11) para agendas ambientais, incluindo a Cúpula do Programa United for Wildlife, realizada na tarde de terça-feira (4/11) no Píer Mauá, no centro do Rio de Janeiro. O evento, capitaneado por ele e organizado em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, a Interpol, a Polícia Federal e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, reuniu representantes do setor privado, doadores, lideranças indígenas e comunitárias para impulsionar ações contra crimes ambientais, como o tráfico de animais silvestres.

Em seu discurso histórico, William enfatizou que 'crimes ambientais não são apenas uma questão de conservação, mas uma ameaça crítica à estabilidade global, à governança e à resiliência climática', conforme comunicado do Palácio de Kensington. Ele anunciou o programa 'Protect the Protectors', que prevê assistência jurídica, fundo de resposta emergencial para evacuações, abrigos seguros e comunicações protegidas. O objetivo é enfrentar os 393 casos de violência contra defensores ambientais registrados em 2023 e 2024 na região amazônica.

'No podemos proteger as florestas enquanto seus defensores vivem com medo', afirmou William. 'Devemos proteger os protetores, se quisermos garantir o futuro desses ambientes críticos.' A iniciativa une a Royal Foundation, a Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), o Fundo Podáali, a Rainforest Foundation Norway e a Re:wild. A Coiab, que representa cerca de 750 mil indígenas em 110 milhões de hectares, implementará o programa. 'Defender nossos territórios é uma missão herdada de nossos ancestrais. Convidamos o mundo a se unir a essa luta global para proteger quem protege a Terra', disse Toya Manchineri, coordenador da entidade.

O Programa United for Wildlife, criado por William e pela Royal Foundation em 2013, é uma aliança global que envolve setor privado, forças de segurança, governos e ONGs para identificar, interromper e prevenir o tráfico ilegal de animais. A cúpula deste ano focou em amplificar as vozes de povos indígenas e comunidades locais, que desempenham um papel vital como defensores do planeta. Em uma década, a iniciativa registrou avanços significativos e lançou uma série documental em seis partes sobre guardiões ambientais.

Antes do evento, William visitou a Baía de Guanabara, conferiu projetos de preservação de manguezais em Guapimirim e plantou mudas de árvores de mangue. No dia anterior, ele passou pelo Pão de Açúcar, Maracanã e praia de Copacabana, em conversas particulares. Sua viagem também inclui a premiação do Earthshot Prize, criado em 2020 para soluções inovadoras ambientais, no Museu do Amanhã nesta quarta-feira (5/11). Essa é a primeira atuação direta da Royal Foundation na Amazônia, reforçando a prioridade global da região na proteção climática e direitos indígenas.

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