Em um desdobramento após o vazamento de conversas que expuseram transferências específicas para empresas fantasmas, o promotor Pedro Simón, de Santiago del Estero, verificou 4,961 bilhões de pesos em pagamentos da Associação de Futebol Argentino (AFA) a empresas ligadas ao tesoureiro Pablo Toviggino entre 2022 e 2025 por serviços nunca prestados. Parte dos fundos foi investida, gerando milhões em ganhos em pesos e dólares.
Com base nas revelações de fevereiro sobre conversas vazadas que detalhavam uma transferência de US$ 4,8 milhões para a empresa fantasma Dicetel, ordenada pelo associado de Toviggino, Juan Pablo Beacon ('Fiño'), e envolvendo a empresa de Javier Faroni, o promotor Pedro Simón, de Santiago del Estero, investiga agora pagamentos mais amplos da AFA.
Simón afirma ter confirmado transferências que totalizam 4.961.280.195 de pesos para empresas ligadas a Toviggino por serviços inexistentes entre 2022 e 2025. Parcelas desses fundos foram aplicadas em investimentos financeiros, rendendo milhões em ganhos em pesos e dólares.
A investigação destaca irregularidades contínuas na gestão da AFA sob a supervisão de Toviggino. Até 20 de abril de 2026, não foram registradas declarações da AFA, de Toviggino ou de outras partes envolvidas.