A empresa de computação quântica QuEra pretende entregar uma máquina tolerante a falhas chamada Libra até 2028, tornando-a disponível por meio de serviços em nuvem. O sistema marcaria um passo significativo em direção à computação quântica prática ao reduzir os erros que atualmente limitam a utilidade da tecnologia.
Pesquisadores da QuEra, liderados por Yuval Boger, afirmam que a máquina utilizará entre 10.000 e 15.000 qubits de átomos neutros agrupados em 256 qubits lógicos. Cada qubit lógico deve produzir um erro apenas uma vez a cada um milhão de operações, permitindo que o sistema realize um milhão de operações, conhecidas como megaquop.
A empresa está operando cinco máquinas experimentais para enfrentar desafios de engenharia, como a substituição de átomos e o gerenciamento de lasers. Boger observou que o foco do trabalho mudou da ciência pura para a engenharia.
Especialistas, incluindo Thomas Wong da Creighton University e Joe Fitzsimons da Horizon Quantum Computing, descreveram a meta para 2028 como ambiciosa, porém plausível, dado o trabalho anterior da QuEra em correção de erros. A concorrente do setor, IBM, estabeleceu uma meta posterior, para 2029, para sistemas semelhantes.
O Libra está sendo desenvolvido em parceria com a Amazon Web Services para acesso via nuvem. Os pesquisadores afirmam que a máquina poderá oferecer suporte a simulações complexas em física e ciência dos materiais.