A Atom Computing demonstrou um computador quântico de átomos neutros capaz de corrigir seus próprios erros repetidamente durante os cálculos. O sistema escalou grupos de qubits de correção de erros de 16 para 32 enquanto reduzia as taxas de erro e realizou até 90 rodadas consecutivas de verificação. Este avanço posiciona a abordagem como uma concorrente mais forte aos projetos de supercondutores.
Pesquisadores liderados por Ben Bloom construíram a máquina utilizando átomos ultrafrios eletricamente neutros. Eles distribuíram informações em grupos maiores de qubits para detectar e descartar erros sem adicionar novos. As taxas de erro caíram à medida que os grupos cresceram, um passo fundamental para o aumento da potência. A equipe manteve o sistema em funcionamento durante 90 rodadas de monitoramento de erros. Essa operação sustentada não havia sido demonstrada antes em sistemas de átomos neutros. Especialistas da Universidade de Princeton e da Universidade de Wisconsin-Madison classificaram o trabalho como um avanço técnico importante, embora tenham notado que ainda são necessárias reduções adicionais nas taxas de erro. Marcos semelhantes foram alcançados anteriormente com qubits supercondutores pelo Google em 2023 e com átomos neutros por pesquisadores de Harvard em 2025. O resultado da Atom Computing combina escala, redução de erros e verificações repetidas em um único experimento.