Físicos demonstraram que um laptop comum consegue realizar uma simulação quântica complexa que, anteriormente, alegava-se exigir um computador quântico. Pesquisadores do Flatiron Institute e da Boston University utilizaram técnicas matemáticas avançadas para modelar centenas de qubits em interação. Seus resultados corresponderam aos de experimentos anteriores realizados em hardware quântico.
A equipe do Center for Computational Quantum Physics desenvolveu métodos de rede de tensores para comprimir as enormes funções de onda que descrevem sistemas quânticos emaranhados. Essas ferramentas permitiram que simulações de qubits organizados em redes quadradas, cúbicas e de diamante fossem executadas de forma eficiente em hardware padrão.
Joseph Tindall, o primeiro autor do estudo, observou que a abordagem funcionou como um arquivo compactado para a função de onda. Muitos cálculos foram concluídos usando a biblioteca de software ITensor em um laptop pessoal. As descobertas foram publicadas na revista Science em 2026.
O trabalho testou diretamente uma alegação de março de 2025 de que apenas computadores quânticos poderiam realizar tais cálculos. Os novos resultados clássicos alinharam-se tanto às previsões teóricas quanto às simulações quânticas anteriores. Os pesquisadores afirmaram que as duas abordagens computacionais podem se complementar, em vez de competir.