Ilusão facial ajuda adultos a recordar memórias de infância, sugere estudo

Visualizar brevemente uma versão infantil do próprio rosto aumentou o recall de eventos de infância em adultos em um estudo liderado pela Anglia Ruskin University e publicado em Scientific Reports em 9 de outubro de 2025.

Pesquisadores da Anglia Ruskin University (ARU) relatam que incorporar uma versão digital e de aparência mais jovem do próprio rosto levou adultos a recordar memórias de infância mais detalhadas do que em uma condição de controle. O estudo revisado por pares aparece em Scientific Reports (DOI: 10.1038/s41598-025-17963-6). (pmc.ncbi.nlm.nih.gov)

O experimento envolveu 50 participantes adultos e utilizou uma "ilusão de incorporação facial", na qual uma imagem de vídeo ao vivo do rosto do participante foi alterada com um filtro infantil e movida em sincronia com os movimentos de sua cabeça para se sentir como um espelho. Um grupo de controle visualizou seus rostos adultos inalterados nas mesmas condições. (aru.ac.uk)

Após a ilusão, os participantes completaram uma entrevista de memória autobiográfica que provocava recordações da infância precoce e do ano anterior. Aqueles que incorporaram um rosto infantil produziram significativamente mais detalhes episódicos para eventos de infância do que os controles; os efeitos não se estenderam a detalhes semânticos autobiográficos. Os autores descrevem isso como a primeira evidência de que alterar a autopercepção corporal pode influenciar o acesso a memórias autobiográficas remotas. (pmc.ncbi.nlm.nih.gov)

O autor principal Utkarsh Gupta, que realizou o trabalho como estudante de PhD da ARU e agora é pesquisador pós-doutoral em psicologia na University of North Dakota, disse que as memórias também são "experiências do nosso corpo", e que incorporar um rosto mais jovem pode reintroduzir pistas que ajudam na recuperação. (campus.und.edu)

A autora sênior, Professora Jane Aspell, que lidera o Self & Body Lab da ARU, disse: "Quando nossas memórias de infância foram formadas, tínhamos um corpo diferente," adicionando que alterar temporariamente a experiência corporal pode facilitar o acesso a memórias remotas. (aru.ac.uk)

O artigo observa limitações principais: a precisão das recordações não foi verificada independentemente, e alguns fatores procedurais (como a semelhança do rosto com a aparência real da infância) merecem controle mais rigoroso em trabalhos futuros. Os autores sugerem que ilusões corporais mais sofisticadas possam um dia auxiliar na recuperação de memórias, incluindo para pessoas com deficiências de memória, embora aplicações clínicas permaneçam especulativas. (pmc.ncbi.nlm.nih.gov)

Scientific Reports lista o artigo como publicado em 9 de outubro de 2025 (DOI: 10.1038/s41598-025-17963-6). ScienceDaily destacou posteriormente os achados em 3 de novembro de 2025. (pmc.ncbi.nlm.nih.gov)

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar