O Senado da Argentina transformou o novo Regime Penal Juvenil em lei, reduzindo a idade de responsabilidade criminal para 14 anos, com 44 votos a favor e 27 contra, após sete horas de debate. Também aprovou a reforma trabalhista com 42 votos afirmativos e 28 negativos, incorporando mudanças da Câmara dos Deputados que removeram um artigo controverso sobre licença por doença. O partido governista celebrou os avanços, enquanto a oposição criticou as medidas como prejudiciais aos trabalhadores e aos direitos humanos.
Em uma sessão maratônica de 11 horas em 27 de fevereiro de 2026, o Senado da Argentina aprovou dois projetos-chave do governo da administração de Javier Milei. Primeiro, o Regime Penal Juvenil recebeu 44 votos a favor, 27 contra e uma abstenção, revogando a lei de 1980 e estabelecendo que adolescentes imputáveis maiores de 14 anos por crimes graves enfrentam penas de até 15 anos, com possibilidade de livramento condicional. O Executivo o apresentou como o fechamento de uma 'dívida histórica' de quatro décadas, destacando pilares como proteção às vítimas e prevenção ao crime. Patricia Bullrich, senadora do La Libertad Avanza, afirmou: 'O Estado não vai mais fazer vista grossa para criminosos, independentemente da idade.' A oposição peronista, como José Mayans, questionou: 'Querem mandar jovens de 14 e 15 anos para centros de detenção', argumentando que isso cria mais criminosos. Os protestos contra a reforma trabalhista levaram a incidentes: a Polícia da Cidade usou gases e canhões d'água, detendo cinco pessoas, incluindo uma por jogar um molotov. O oficialismo, com aliados provinciais, consolidou maiorias próximas a dois terços, excluindo o kirchnerismo das autoridades.