O governador de Santa Fe, Maximiliano Pullaro, endossou a inclusão de uma reforma do regime penal juvenil nas sessões extraordinárias do Congresso, criticando o garantismo ligado ao kirchnerismo. Suas declarações responderam ao assassinato do adolescente Jeremías Monzón, cometido por menores em Santa Fe. Pullaro enfatizou que crimes graves devem ser julgados com penas proporcionais, independentemente da idade do autor.
O governador de Santa Fe, Maximiliano Pullaro, apoiou plenamente a decisão do governo nacional de incluir uma reforma do regime penal juvenil na agenda das sessões extraordinárias do Congresso, marcadas para fevereiro. Essas declarações foram feitas em 26 de janeiro de 2026, após uma reunião de mesa política na Casa Rosada, presidida pela chefe de gabinete do Presidente, Karina Milei. Pullaro falou no contexto do recente assassinato do jovem de 16 anos Jeremías Monzón, realizado por menores na cidade de Santa Fe. “Estou completamente de acordo. Tenho defendido isso desde que era Ministro de Segurança. Acreditamos que quem comete um crime deve pagar por ele”, afirmou o governador. Ele criticou duramente a abordagem garantista, culpando-a por danos significativos ao país. “Devemos ser muito claros contra o garantismo, que causou tanto dano à República Argentina. É uma ideologia defendida pelo kirchnerismo e por muitos líderes há muito tempo, que veem os criminosos como vítimas de um sistema social injusto e, portanto, acreditam que eles não devem ir para a prisão ou passar o menor tempo possível lá”, enfatizou. Ele recordou um caso anterior que moldou sua posição: o homicídio de Juan Cruz Ibáñez, cometido por um menor quando Pullaro era Ministro de Segurança, o que o levou a pedir a redução da idade de responsabilidade criminal. Sobre o assassinato de Monzón, ele disse: “Trata-se do crime. Um crime grave deve ser julgado com uma pena grave. Não é possível nem realista afirmar que um jovem de 14 anos não entende a gravidade de suas ações ao cometer um homicídio.” Pullaro alertou sobre estruturas criminosas que usam menores para cometer crimes, instando a adaptação da legislação às realidades atuais. “Existem estruturas criminosas que se blindam para que os crimes sejam cometidos por menores. Devemos adaptar as regulamentações aos tempos em que vivemos: menores que cometem atos de violência extrema devem responder por esses atos com base no crime cometido e não apenas pela idade”, concluiu. Em um debate relacionado, o advogado criminalista Eduardo Gerome apoiou a redução da idade de responsabilidade criminal para permitir intervenções estatais precoces, argumentando que o sistema atual fomenta a reincidência sem proteger a sociedade ou os próprios menores.