Governo realoca mil menores migrantes das Canárias através de reforma

O ministro Ángel Víctor Torres anunciou que o governo realocou quase mil menores migrantes não acompanhados das ilhas Canárias graças à reforma do artigo 35 da Lei dos Estrangeiros. Numa conferência de imprensa em Las Palmas de Gran Canaria, Torres criticou duramente o líder do PP Alberto Núñez Feijóo por descambar para o racismo e xenofobia. Avisou que uma potencial revogação pelo PP ameaçaria os direitos humanos.

A 29 de dezembro de 2025, o ministro da Política Territorial e Memória Democrática Ángel Víctor Torres realizou uma conferência de imprensa na Delegação do Governo em Las Palmas de Gran Canaria, onde delineou os progressos na gestão migratória. Segundo Torres, a reforma do artigo 35 da Lei dos Estrangeiros, aprovada como acordo parlamentar chave, permitiu a realocação de menores migrantes não acompanhados de comunidades que declaram contingência migratória, como as ilhas Canárias, Ceuta e Melilla.

Até 26 de dezembro, 1.241 processos foram iniciados nestas três comunidades, resultando em 810 resoluções finais de realocação que deslocaram 368 menores. Incluindo os requerentes de asilo já em outras regiões, o total atinge quase mil em seis meses. Torres descreveu esta reforma como «o marco do ano, da legislatura e dos últimos 30 anos», mas alertou para a sua reversibilidade: «Conseguimos emendar uma lei que pensei impossível... É um marco histórico, infelizmente reversível».

Entretanto, Torres respondeu à análise anual do líder do PP Alberto Núñez Feijóo, acusando-o de se fixar apenas em derrubar o governo de Pedro Sánchez e adotar posições de extrema-direita. «Só lhe faltava uma barba hoje para parecer ainda mais com Abascal e Vox. Adotou as teses da extrema-direita por sobrevivência e medo», declarou. Acrescentou que Feijóo roça «racismo, xenofobia e esmagamento dos direitos humanos». O ministro garantiu que a atual legislatura durará até 2027 e elogiou o diálogo do governo com todas as comunidades autónomas, independentemente da cor política.

Torres sublinhou que revogá-la significaria «esmagar os direitos humanos e os dos menores» e abandonar os territórios fronteiriços. Este anúncio destaca o compromisso do executivo com uma gestão migratória solidária, em contraste com as críticas da oposição.

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