A presidente Claudia Sheinbaum declarou que 'é seguro estar no México' após o ataque armado no sítio arqueológico de Teotihuacán, que deixou dois mortos e 13 feridos. Ela enfatizou que o incidente é sem precedentes, não está ligado ao crime organizado e decorreu de problemas psicológicos do agressor, que imitava a violência dos EUA. Ela ordenou o reforço da segurança em zonas arqueológicas.
Na coletiva de imprensa matinal, Claudia Sheinbaum descreveu o tiroteio em Teotihuacán como um caso sem precedentes no México. 'Todos sabemos que não tínhamos presenciado algo assim no México. É a primeira vez que ocorre', disse a presidente, observando que o agressor, Julio César Jasso Ramírez, de 27 anos, tinha problemas psicológicos e estava imitando episódios de violência do exterior.
José Luis Cervantes Martínez, procurador-geral do Estado do México, detalhou que o agressor tinha um perfil psicopata com tendência a 'imitação' (copycat). 'Ele recebeu ordens de uma autoridade que não era deste mundo', afirmou, mencionando que foram encontrados materiais relacionados a agressões violentas. A Guarda Nacional neutralizou o agressor rapidamente após feri-lo na perna, impedindo novos ataques; ele cometeu suicídio posteriormente.
Sheinbaum reconheceu que as zonas arqueológicas não possuem arcos de segurança e ordenou o reforço da vigilância em coordenação com a Secretaria de Cultura. Omar García Harfuch, secretário de Segurança e Proteção Cidadã, assegurou que a 'segurança para a Copa do Mundo está garantida', com protocolos em vigor há mais de um ano.
Até às 20h00, das 13 pessoas feridas, oito receberam alta e cinco permanecem hospitalizadas, segundo a Secretaria do Interior.