Julio César Jasso Ramírez, um homem de 27 anos natural de Guerrero, abriu fogo no topo da Pirâmide da Lua em Teotihuacán, matando uma turista canadense e ferindo outras 13 pessoas antes de cometer suicídio. As autoridades do Estado do México o identificaram como um possível autor de crime por imitação ao massacre de Columbine, com ligações à extrema-direita segundo relatos. Vídeos registram as falas xenofóbicas e misóginas do agressor.
Na segunda-feira, Julio César Jasso Ramírez, de 27 anos, natural do município de Tlapa, em Guerrero, mas residente na Cidade do México, subiu ao topo da Pirâmide da Lua no sítio arqueológico de Teotihuacán, no Estado do México. Vestido com trajes militares e armado com um revólver Smith & Wesson calibre .38 fabricado nos EUA na década de 1960, ele rendeu dezenas de turistas, muitos deles estrangeiros, forçando-os a deitar de bruços. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram-no disparando tiros espaçados, matando uma mulher canadense e baleando outras sete pessoas, enquanto outras seis sofreram ferimentos e fraturas durante o caos.
Elementos da Guarda Nacional chegaram ao local, feriram Jasso Ramírez na perna, e ele tirou a própria vida com sua arma, segundo a Procuradoria-Geral do Estado do México. Sua mochila continha dezenas de cartuchos, uma faca e panfletos sobre o massacre de Columbine, ocorrido em 20 de abril de 1999, coincidindo com o ataque e o aniversário de Hitler. O procurador José Luis Cervantes descreveu o agressor como alguém com um 'perfil psicopata', 'desconectado do mundo real', que deixou 'notas' sobre inspirações 'além da Terra'.
Segundo o jornal Milenio, Jasso Ramírez seguia Hitler e postava fotos fazendo a saudação nazista. Um vídeo gravado por uma vítima captura seu discurso nacionalista: 'E vocês que vieram da porra da Europa não vão voltar', 'Se vocês se mexerem, eu vou sacrificar vocês! Isso foi construído para sacrifícios, idiotas'. Ele ameaçou turistas identificados como portugueses e brasileiros, e lançou insultos misóginos contra uma mulher. Ele vestia uma camiseta com a frase 'Disconnect & Self-Destruct' (Desconecte-se e Autodestrua-se), vinculada à True Crime Community associada a Columbine.
O incidente ecoa crimes recentes no México cometidos por jovens com ideologias extremistas, como ataques em Michoacán e na UNAM. As autoridades anunciaram um reforço na segurança em sítios arqueológicos.