O governo espanhol confirmou que o navio de cruzeiro MV Hondius, que enfrenta um surto de hantavírus, atracará em Tenerife dentro de três dias. A decisão segue um pedido formal da Organização Mundial da Saúde. Os passageiros estrangeiros serão repatriados e os 14 espanhóis ficarão em quarentena em Madri.
A embarcação, que transporta cerca de 150 passageiros e tripulantes de 23 nacionalidades, deixou Cabo Verde em 6 de maio após ter a entrada no porto negada. O navio segue em direção ao porto secundário de Granadilla de Abona, em Tenerife, onde chegará em três dias e 12 horas. As autoridades de saúde confirmaram que todos os que permanecem a bordo estão assintomáticos.
A ministra da Saúde, Mónica García, explicou que a Espanha está cumprindo o Regulamento Sanitário Internacional e o Mecanismo de Proteção Civil da UE. Os estrangeiros serão repatriados para seus países de origem, enquanto os espanhóis serão transportados voluntariamente em uma aeronave militar para o Hospital Gómez Ulla, em Madri, para uma quarentena de pelo menos 45 dias.
O presidente das Ilhas Canárias, Fernando Clavijo, criticou a falta de informações prévias e alertou que as ilhas carecem de protocolos e leitos suficientes para lidar com possíveis casos. O governo central respondeu que mantém contato permanente com as autoridades das Canárias e que não há risco para a população local.
Segundo a OMS, o surto totaliza oito casos vinculados, com três mortes confirmadas. A cepa identificada é a variante Andes, nativa da América do Sul. A principal hipótese sugere que a infecção inicial ocorreu antes do embarque em Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril.