A Organização Mundial da Saúde afirmou que o surto de hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius não representa risco global elevado. O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus declarou nesta quarta-feira que não há semelhanças com o início da pandemia de Covid-19. Três pessoas morreram e oito casos suspeitos são investigados a bordo.
O navio partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril e deixou Cabo Verde nesta quarta-feira rumo às Ilhas Canárias. A OMS coordena o monitoramento de contatos, mas não vê necessidade de convocar um comitê de emergência. Especialistas destacam que o hantavírus se comporta de forma diferente de vírus respiratórios altamente transmissíveis.
Maria Van Kerkhove, diretora de Gestão de Epidemias e Pandemias da OMS, afirmou à Reuters que o vírus "é muito, muito diferente da Covid e da gripe". A transmissão principal ocorre por roedores infectados, e o contato humano a humano é raro, exceto na cepa Andes identificada no navio, que exige proximidade física extrema.
A OMS avalia que os primeiros infectados, um casal holandês, contraíram o vírus fora do navio, possivelmente durante observação de aves na Argentina. Não há evidências de mutações que aumentem a transmissibilidade. Autoridades de Ushuaia consideram improvável que o surto tenha origem local.