Surto de hantavírus mata três pessoas no navio de cruzeiro MV Hondius

Três pessoas morreram devido a um surto de hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius, de bandeira holandesa, ancorado ao largo de Cabo Verde. Sete infecções foram confirmadas entre os 147 passageiros e tripulantes a bordo. A Organização Mundial da Saúde foi notificada em 2 de maio sobre o grupo de casos de doenças respiratórias graves.

O MV Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril de 2026, para uma viagem pelo Atlântico Sul. O itinerário incluiu paradas na Antártida, Geórgia do Sul, Ilha Nightingale, Tristão da Cunha, Santa Helena e Ilha de Ascensão antes de ancorar ao largo de Cabo Verde. O navio transportava 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades, segundo a nota da OMS. Os investigadores estão concentrados na partida da Argentina, onde a cepa do vírus Andes pode permitir uma transmissão limitada de humano para humano entre contatos próximos, observou a OMS. A extensão do contato dos passageiros com a vida selvagem local antes ou durante o embarque permanece indeterminada. Os hantavírus, transmitidos por roedores, espalham-se tipicamente através da inalação de urina, fezes ou saliva contaminadas. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, dores de cabeça e problemas gastrointestinais, podendo evoluir para doenças respiratórias graves ou problemas renais. Nas Américas, a síndrome cardiopulmonar por hantavírus pode ter até 50% de mortalidade. A propagação de humano para humano é rara, documentada principalmente com o vírus Andes durante contato próximo e prolongado no início da doença, disseram especialistas. Adam Taylor, da Universidade de Lancaster, afirmou que a cepa específica a bordo é desconhecida, observando que pelo menos 24 espécies causam doenças em humanos. Ele pediu calma, pois a transmissão geralmente requer contato com produtos animais, não de pessoa para pessoa. Roger Hewson, da London School of Hygiene & Tropical Medicine, enfatizou que as investigações devem determinar as fontes de exposição — no navio, antes do embarque ou durante excursões — por meio de confirmação laboratorial e sequenciamento. Precauções estão em vigor para minimizar os riscos a bordo.

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