Os entusiastas de relógios frequentemente confundem os termos openworked e skeletonized ao descrever movimentos que revelam o funcionamento interno do relógio. Segundo a Fondation Haute Horlogerie, os movimentos skeletonized envolvem cortar placas e pontes para expor as rodas, enquanto openworked pode referir-se a mostradores que revelam parcial ou totalmente o mecanismo. Marcas como Audemars Piguet usam openworked para as suas criações skeletonized, contribuindo para a confusão terminológica.
O artigo da Fratello Watches aprofunda as nuances da terminologia relojoeira, destacando como a Audemars Piguet aplica o termo «Openworked» aos seus movimentos skeletonized, como o Royal Oak «Jumbo» Extra-Thin Openworked ref. 16204XT.OO.1240XT.01 com o calibre 7124 de 2,7 mm de espessura. Outro exemplo é o Royal Oak Selfwinding Perpetual Calendar Openworked ref. 26685XT.OO.1320XT.01, feito em titânio e Bulk Metallic Glass com calibre 7139, que exibe indicações de calendário perpétuo em submostradores às 3, 6 e 9 horas emoldurados em ouro rosa. O autor prefere o último como a sua peça skeletonized favorita da marca. A Audemars Piguet começou a explorar movimentos open nos anos 1930 e reviveu a técnica nos anos 1970, criando um atelier dedicado para versões skeletonized do calibre 2120, cada uma demorando cerca de 150 horas a produzir. A skeletonização, conforme definido pela Fondation Haute Horlogerie, remove material redundante do movimento para destacar as partes funcionais. Nem todos os relógios openworked são skeletonized; o termo pode descrever mostradores com recortes ou sem mostrador algum, como o TAG Heuer Monaco Chronograph para o Las Vegas Grand Prix 2026, que tem um mostrador openworked em titânio revestido a DLC preto com gradiente violeta a azul. O Tradition Fusée Tourbillon 7047 da Breguet exibe componentes da corrente e fusée sob um cristal de safira, enquanto o Classique Tourbillon Extra-Plat Squelette 5395 atinge finura e transparência com um rotor periférico. A skeletonização tradicional envolve a remoção manual de material com ferramentas como limas e serrotes, como no Omega Speedmaster Professional 3097.30 esqueletizado à mão da Armin Strom para o 25.º aniversário da aterragem na Lua. Abordagens modernas usam máquinas CNC para designs precisos e arquitetónicos, como no Excalibur Monotourbillon Titanium da Roger Dubuis a CHF 147 500, com formas geométricas. Opções mais acessíveis incluem o Alpine Eagle 41 XP TT da Chopard a CHF 22 500 e o Anatom Automatic Skeleton da Rado a €4 500, que revela os componentes do calibre R808. O Wild One Skeleton 42 mm Purple da Norqain custa €5 550. A peça conclui que os relógios skeletonized servem como embaixadores da relojoaria mecânica, sublinhando o seu papel na exibição de mecânicas intricadas sem dar prioridade à legibilidade.