A administração Trump interrompeu em grande parte as admissões tradicionais de refugiados, priorizando o reassentamento de sul-africanos brancos, ou africânderes. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse aos legisladores esta semana que os africânderes teriam maior probabilidade de “se assimilar” nos Estados Unidos, provocando questionamentos incisivos de democratas sobre parceiros afegãos abandonados e a abordagem mais ampla da administração em relação à política de refugiados.
A administração Trump reduziu drasticamente as admissões de refugiados nos EUA desde que retornou ao cargo, direcionando o programa para sul-africanos brancos conhecidos como africânderes. Em uma audiência no Congresso esta semana, o secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu essa abordagem, dizendo aos legisladores que os africânderes teriam maior probabilidade de “se assimilar” com sucesso nos Estados Unidos, segundo uma reportagem da NPR. A administração também se moveu para expandir o número de africânderes elegíveis para admissão. Um aviso no Federal Register e consultas relacionadas com o Congresso elevaram o teto do ano fiscal de 7.500 para 17.500 vagas, um aumento de 10.000 que permanece reservado para sul-africanos brancos, relatou a Associated Press. Os democratas usaram a audiência para questionar a ênfase da administração nos africânderes enquanto outros grupos permanecem presos em atrasos de processamento, incluindo afegãos que trabalharam com as forças dos EUA e ainda aguardam o reassentamento em terceiros países, como o Catar, informou a NPR. A reportagem da NPR também descreveu legisladores questionando Rubio sobre a postura da administração em relação ao reassentamento de afegãos e a distinção entre a verificação de segurança e os argumentos da administração sobre assimilação. A administração argumentou que os africânderes enfrentam perseguição na África do Sul, uma alegação que o governo sul-africano negou, informou a AP.