Após os protestos anti-imigração ocorridos em 30 de junho de 2026 em todo o país, a África do Sul repatriou ou deportou mais de 53 mil cidadãos estrangeiros, a maioria malauianos, zimbabuenses e moçambicanos. O processamento continua no Centro Temporário de Processamento de Repatriação, perto de Musina.
O Ministério do Interior informou que 50.280 cidadãos do Malawi, Zimbábue e Moçambique retornaram aos seus países entre 14 de junho e 8 de julho de 2026. Esse número inclui 44.080 malauianos, 4.659 zimbabuenses e 1.541 moçambicanos, principalmente por meio de repatriações voluntárias, mas também incluindo algumas deportações.
Repatriações adicionais envolveram cerca de 3.000 pessoas de Gana, Nigéria, Uganda e Quênia em voos governamentais. O centro de Musina, aberto em 1º de julho perto de Beitbridge, serve como o principal local de processamento, onde autoridades verificam identidades e emitem documentos de partida.
Grupos humanitários, incluindo a Gift of the Givers, forneceram mais de 95 mil cestas básicas no centro. O local carece de água encanada e chuveiros, dependendo de tanques de água, com trabalhadores humanitários alertando para riscos sanitários devido à superlotação.
Em 9 de julho, manifestantes em Alexandra e Soweto inspecionaram comércios e removeram alguns proprietários de lojas estrangeiros, com relatos de agressões a vendedores ambulantes e moradores. O governo declarou que apenas autoridades autorizadas podem aplicar a lei de imigração.