O presidente Donald Trump lançou um 'Conselho de Paz' para supervisionar um governo transitório em Gaza, convidando líderes globais incluindo Vladimir Putin apesar da controvérsia sobre seu escopo e custos. A iniciativa inclui uma taxa de 1 bilhão de dólares para adesão permanente e gerou reações mistas de líderes mundiais. Israel criticou a inclusão de representantes do Catar e da Turquia.
O presidente Donald Trump anunciou a formação do 'Conselho de Paz' no Truth Social na semana passada, descrevendo-o como 'o Maior e Mais Prestigiado Conselho já reunido em qualquer tempo, qualquer lugar.' O conselho tem a tarefa de supervisionar o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), um governo transitório tecnocrático destinado a gerir a administração de Gaza após o plano de paz de Trump. De acordo com um rascunho de carta relatado pelo The Wall Street Journal e Bloomberg, os países podem aderir por um mandato de três anos ou pagar 1 bilhão de dólares por adesão permanente, com Trump detendo autoridade final sobre as decisões. A iniciativa convidou cerca de 60 líderes, incluindo figuras surpreendentes como o presidente russo Vladimir Putin, o líder bielorrusso Alexander Lukashenko e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Viktor Orbán da Hungria aceitou o 'convite honroso', enquanto Javier Milei da Argentina expressou honra em promover a paz começando por Gaza. A França deve recusar, e Mark Carney do Canadá concordou em princípio, mas está negociando detalhes. O executivo do conselho inclui o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio, o Enviado Especial Steve Witkoff, Jared Kushner, o ex-Primeiro-Ministro britânico Tony Blair, o CEO da Apollo Global Management Marc Rowan, o Presidente do Banco Mundial Ajay Banga e o Vice-Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA Robert Gabriel. O NCAG será liderado por Ali Shaath, nativo de Gaza e ex-vice-ministro da Autoridade Palestina. As críticas aumentaram, particularmente de Israel. O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu afirmou que nenhuma força turca ou catari—nações com laços com o Hamas—operaria em Gaza, chamando o conselho de contrário à política. O Hamas concordou em dissolver seu governo quando o NCAG assumir o controle, de acordo com a Associated Press, embora o desarmamento permaneça incerto. Witkoff alertou que o Hamas deve 'cumprir plenamente suas obrigações', incluindo devolver o corpo do refém israelense Ran Gvili, ou enfrentar 'consequências graves.' A Autoridade Palestina acolheu o esforço, com o Presidente Hussein Al Sheikh declarando que 'acolhe os esforços empreendidos pelo Presidente Donald Trump para completar a implementação de seu plano de paz.' Alguns observadores, citando uma carta obtida pela NPR, questionam se o conselho se estende além de Gaza para rivalizar com as Nações Unidas, potencialmente lidando com conflitos mais amplos.