Um ano após o presidente Donald Trump revogar a Lei de Redução da Inflação (Inflation Reduction Act), os Estados Unidos não atingiram suas metas de emissões. Projetos de energia limpa enfrentaram contratempos, mas muitos continuam sem subsídios. Especialistas observam que forças de mercado e outros fatores mantêm partes da transição vivas.
A Lei de Redução da Inflação, sancionada em 2022, previa créditos fiscais para projetos de energia solar, eólica e de veículos elétricos. O presidente Trump revogou a maior parte desses incentivos em julho passado por meio do "Big Beautiful Bill". A revogação encerrou o caminho projetado pela lei para uma redução de 50 por cento nas emissões até 2035.
Estudos mostram que espera-se agora que as emissões permaneçam próximas aos níveis anteriores à IRA durante a década. Dezenas de parques solares e fábricas de baterias foram cancelados. O setor de veículos elétricos perdeu mais de 250.000 empregos.
Alguns projetos permanecem viáveis sem subsídios. Uma análise do MIT constatou que cerca de 75 por cento da capacidade de energia limpa planejada ainda será construída. A energia solar, em particular, provou ser resiliente, com mais de 80 por cento dos grandes projetos seguindo em frente.
Erin Mayfield, de Dartmouth, disse que a revogação removeu uma base para mudanças econômicas de longo prazo. Bob Keefe, da E2, observou que as empresas perderam a certeza de mercado que os créditos proporcionavam. O boom da IA criou uma demanda inesperada por energias renováveis, apesar da mudança na política.