Deputados da União Democrática Independente (UDI) e Renovação Nacional (RN) solicitaram uma auditoria à Contraloría Geral da República sobre o teletrabalho de milhares de funcionários públicos. A iniciativa segue revelações de que mais de 3.600 funcionários continuam em trabalho remoto, excedendo limites legais em alguns casos. Os parlamentares expressam preocupações com a produtividade e o cumprimento das regulamentações.
Em 4 de dezembro de 2025, um grupo de deputados da oposição apresentou um pedido formal à Contraloría Geral da República para investigar as práticas de teletrabalho no setor público. Os envolvidos incluem Felipe Donoso e Jorge Alessandri da UDI, bem como Frank Sauerbaum, Carla Morales e Miguel Mellado da RN. A iniciativa decorre de uma reportagem do La Tercera que destaca irregularidades na implementação do trabalho remoto.
De acordo com dados do Transparencia Activa, 2.590 funcionários de 40 subsecretarias —excluindo serviços— e da Presidência estão listados em teletrabalho apenas na Região Metropolitana. Incluindo outras regiões, o número sobe para 3.622 funcionários autorizados. Além disso, seis entidades centrais excedem 20% de seu quadro nessa modalidade, todas aprovadas pela Direção de Orçamentos (Dipres).
Os deputados reconhecem que a legislação atual permite o teletrabalho sob condições específicas, mas levantam dúvidas sobre seus efeitos na eficiência. “É essencial verificar se essas autorizações concedidas permanecem devidamente justificadas e se os critérios estabelecidos pela lei estão sendo cumpridos”, declararam em seu pedido. A oposição busca garantir que a gestão mantenha supervisão adequada e cumpra a lei que rege as operações do setor público.
Esse pedido destaca tensões na administração governamental, onde o teletrabalho continua apesar das regras pós-pandemia que limitam seu uso excessivo.