Ronald Johnson, embaixador dos EUA no México, destacou a prisão de Ángel Esteban 'N', conhecido como 'El Lobo Menor', na Cidade do México. O suspeito está ligado ao assassinato do candidato presidencial equatoriano Fernando Villavicencio e tem laços com o CJNG. Johnson enfatizou a cooperação internacional contra o tráfico de drogas.
Ronald Johnson, embaixador dos EUA no México, publicou em sua conta no X no dia 21 de março sobre a prisão de Ángel Esteban Aguilar, conhecido como 'El Lobo Menor'. O indivíduo foi detido três dias antes no bairro de Polanco, no município de Miguel Hidalgo, na Cidade do México, onde se escondia usando uma identidade falsa como o cidadão colombiano Juan Carlos Montero Mestre, de acordo com o jornal El Financiero, citando autoridades sul-americanas e mexicanas. Johnson declarou: “A detenção de Ángel Esteban Aguilar, vulgo ‘Lobo Menor’, pelas autoridades mexicanas, vinculado a atividades criminosas no Equador e com laços com o CJNG, ressalta a importância da cooperação internacional para enfrentar cartéis, o tráfico de drogas e a violência que eles geram”, acrescentando que os governos de Donald Trump e Claudia Sheinbaum enviam aos criminosos a mensagem de que “eles não têm onde se esconder” internacionalmente. 'El Lobo Menor' é identificado como líder de 'Los Lobos', um grupo que surgiu da fragmentação de 'Los Choneros' e se aliou ao Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG). A organização opera em pelo menos 16 províncias equatorianas com 8.000 a 10.000 membros em células que controlam territórios, praticam extorsão e se envolvem em mineração ilegal. Após a prisão, ele foi extraditado primeiro para a Colômbia e depois mantido na Cárcel del Encuentro, no Equador, uma instalação de segurança máxima inspirada no modelo de Nayib Bukele em El Salvador, conforme confirmado pelo Ministro do Interior do Equador, John Reinberg. Outros membros de 'Los Lobos', como Luis Arboleda, vulgo 'Gordo Luis', vinculado ao assassinato de Villavicencio, também estão no local. A captura seguiu uma operação coordenada entre Equador, Colômbia e México após meses de monitoramento.