Zulemita Menem responde a Gordo Dan por ligar o Islã ao terrorismo

Zulemita Menem, filha do falecido ex-presidente Carlos Menem, criticou duramente o influenciador libertário Daniel Parisini, conhecido como Gordo Dan, por comentários que ligam o Islã ao terrorismo. Em uma carta pública, ela defendeu a fé islâmica e rejeitou qualquer confusão entre religião e violência. Destacou a presença de muçulmanos no círculo íntimo do presidente Javier Milei.

A disputa surgiu nas redes sociais quando Gordo Dan, apresentador do programa 'La Misa' e próximo ao governo de Javier Milei, publicou comentários controversos sobre o Islã. Em um tuíte, ele descreveu a religião como um 'sistema de crenças baseado em um livro que endossa bater em mulheres e apedrejá-las, matar pessoas por sua orientação sexual, casar com meninas de seis anos ou matar todos os que não são muçulmanos'. Ele afirmou que 'indivíduos muçulmanos nunca aparecem para condenar ataques terroristas cometidos em nome de seu deus' e generalizou que o Islã é 'liberticida, assassino e pedófilo desde sua concepção'.

Zulemita Menem respondeu com uma carta aberta dirigida a 'Querido Daniel', relembrando sua história compartilhada nos primeiros dias no Twitter, quando ela o apoiava junto com Agustín Romo na política, inclusive com camisetas com frases de seu pai como 'Não vou te decepcionar' ou '1 peso, 1 dólar'. 'Confundir o Islã com terrorismo é um erro grave e doloroso para nós que professamos esta fé e rejeitamos todas as formas de violência, independentemente de onde venham', escreveu. Ela se identificou como 'argentina e muçulmana' e enfatizou que 'a fé não divide, confundi-la com terrorismo sim'.

Menem mencionou o recente ataque na praia de Bondi, em Sydney, onde um homem de fé islâmica, Ahmed al Ahmed, interveio heroicamente para deter o agressor, um ato reconhecido pelo ex-presidente Donald Trump. Ela também recordou a visita do presidente George W. Bush a uma mesquita após o 11 de setembro para esclarecer que a luta era contra o terrorismo, não contra o Islã. Destacou que muitos argentinos praticam o Islã, contribuem para a sociedade e merecem respeito, citando um incidente de assédio contra uma mulher usando abaya.

Por fim, ela apontou que no círculo de Milei e de sua irmã Karina há pessoas com raízes muçulmanas que praticam o Islã, como Eduardo 'Lule' Menem, Martín Menem e Sharif Menem. 'Isso fala de diversidade, convivência e compromisso com valores que transcendem qualquer religião', concluiu.

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