Um novo estudo alerta que a Amazônia brasileira pode perder 1,4 milhão de hectares de floresta na próxima década com o colapso da Moratória da Soja. A queda no desmatamento relatada este mês dificilmente será sustentável sem medidas mais rigorosas.
Um relatório recente da agência espacial brasileira apontou que o desmatamento na Amazônia atingiu seu nível mais baixo em uma década. A queda reflete as políticas implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que assumiu o cargo em 2023.
Em janeiro, diversos grupos do agronegócio retiraram-se da Moratória da Soja. O acordo voluntário proibia a compra de soja cultivada em terras desmatadas após julho de 2008.
Um artigo publicado na semana passada na revista Science projeta que 1,4 milhão de hectares, o equivalente a cerca de dois milhões de campos de futebol, podem ser perdidos para o desmatamento impulsionado pela soja nos próximos dez anos. A pesquisadora Lisa Rausch observou que as terras desmatadas após 2008 estão agora abertas para os produtores de soja.
Ane Alencar, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, afirmou que o fim da moratória empurrará a pecuária para novas áreas. Ela acrescentou que as empresas privadas permanecem sensíveis à pressão pública por ações mais firmes.