A embaixadora do Chile na Nova Zelândia, Manahi Pakarati, enfrenta reações negativas após compartilhar um post em redes sociais promovendo a autodeterminação para Rapa Nui. O Ministério das Relações Exteriores a repreendeu, e ela removeu o post, reconhecendo seu erro. No entanto, parlamentares da oposição e da coalizão governante exigem sua remoção.
Em 24 de dezembro de 2024, a embaixadora do Chile na Nova Zelândia, Manahi Pakarati, de ascendência rapa nui, compartilhou nas redes sociais uma foto com o slogan “Libre determinación para la nación Rapa Nui” e sua versão em inglês “Self-determination for Rapa Nui”. O post gerou controvérsia imediata, pois contradiz a política externa do Chile, que rejeita autonomias territoriais em favor do reconhecimento cultural dos povos indígenas.
O Ministério das Relações Exteriores soube no mesmo dia e repreendeu Pakarati, que se desculpou, reconheceu seu erro e removeu a imagem. O ministro do Interior Álvaro Elizalde confirmou que “a embaixadora já foi repreendida pelo Ministério das Relações Exteriores e ela mesma reconheceu seu erro, retirando as imagens”. Ele acrescentou que o ministério tem protocolos internos para tais casos, destacando os pilares da política externa chilena.
Apesar disso, a controvérsia persiste. Parlamentares da oposição exigem sua remoção, unidos por vozes da coalizão governante. A senadora Paulina Vodanovic, presidente do PS, afirmou: “Não é compatível ser embaixadora de um país e ter uma posição tão distante da política externa desse país”. O senador PPD Jaime Quintana questionou: “É evidente que alguns funcionários deste governo nunca aprenderam”. O deputado PPD Raúl Soto chamou de “absolutamente inadmissível e irresponsável”.
O caso piora devido a uma entrevista em setembro de 2024 em uma rádio neozelandesa, onde Pakarati disse: “Agora temos que trabalhar em como alcançar nosso autogoverno, porque precisamos de autogoverno na minha ilha”. Nomeada embaixadora em 18 de março de 2024 pelo presidente Gabriel Boric, ela tem 27 anos de experiência diplomática, incluindo postos na Nova Zelândia, ONU e México.
A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados planeja convocar o ministro das Relações Exteriores Alberto van Klaveren para explicar, o que Elizalde confirmou como uma obrigação se prosseguir.