Um estudo matemático conclui que a consciência não pode surgir puramente de processos quânticos. Pesquisadores da Chapman University descobriram que o teorema da não clonagem impede a cópia de informações necessária para a agência.
Emily Adlam e colegas da Chapman University, na Califórnia, desenvolveram um modelo físico minimalista de agência. Eles mostraram que qualquer agente puramente quântico seria incapaz de copiar informações sobre ações possíveis devido ao teorema da não clonagem.
A equipe apresentou os resultados na conferência Foundations of Physics em Irvine, Califórnia, no dia 17 de junho. O coautor Mordecai Waegell afirmou que os resultados ajudam a explicar como a agência pode emergir em um universo quântico.
Adlam observou que, embora os cálculos quânticos possam oferecer acelerações ocasionais, a agência parece fundamentada no regime clássico. A filósofa Sally Shrapnel, da University of Queensland, sugeriu que interpretações menos rigorosas de estados quânticos ainda poderiam permitir modelos mistos clássico-quânticos.