A Controladoria-Geral da República do Chile revelou perdas de 16,071 bilhões de pesos no Hospital San José, em Santiago, decorrentes de licenças médicas não cobradas junto às seguradoras. O relatório de fevereiro, divulgado recentemente, também apontou pagamentos indevidos não recuperados e funcionários trabalhando durante o período de licença. O órgão auditor exigiu investigações administrativas e encaminhará os detalhes ao Ministério Público.
O Hospital San José, uma unidade fundamental na Região Metropolitana de Santiago que atende mais de 1 milhão de pacientes de comunas como Recoleta e Independencia, enfrenta novas irregularidades apontadas pela Controladoria-Geral. Um relatório de fevereiro confirma 56.333 licenças médicas totalizando 16,071 bilhões de pesos pendentes de cobrança em 31 de dezembro de 2024, com prazos de prescrição expirados desde 2012 para seguradoras privadas e até 2024 para o setor de saúde pública.
"A ausência de esforços de cobrança pelas entidades responsáveis [...] evidencia uma violação dos deveres de controle e gestão eficiente dos recursos públicos", afirma o relatório. Portanto, o hospital e o Serviço de Saúde Metropolitana Norte devem implementar salvaguardas contra perdas futuras.
Além disso, 5.459 licenças rejeitadas somaram 3,702 bilhões de pesos, com 439 funcionários devendo 1,792 bilhão de pesos sem descontos em folha de pagamento. Problemas semelhantes observados em 2016 e 2017 permanecem sem correção.
Em 2023, 43 funcionários emitiram notas fiscais como prestadores de serviço e 11 receberam salários enquanto estavam de licença médica, descumprindo os requisitos de repouso. A Controladoria determinou a abertura de sindicâncias e encaminhará o caso ao Conselho de Defesa do Estado e ao Ministério Público.
O hospital informou que está analisando o relatório e reafirma seu compromisso com a transparência. O Serviço de Saúde Metropolitana Norte observou que estão em curso medidas administrativas para reforçar a gestão de licenças e a recuperação de recursos.