Josephine Wainaina luta desde a morte de seu marido em 2008 para sustentar seus dois filhos. O bispo EllyJoy Moi, da igreja Holy Well of Bethel em Limuru, insta o governo a criar políticas específicas para proteger viúvas de abusos, expropriação de bens e desafios de saúde mental.
Josephine Wainaina, hoje com 53 anos, perdeu tudo após a morte de seu marido em 2008. “Perdi tudo. Saímos de onde vivíamos e começamos a vida do zero”, conta ela. Ela assumiu bicos para alimentar seus dois filhos, enquanto muitas viúvas no Quênia enfrentam silenciosamente dificuldades semelhantes, incluindo despejos de suas casas, negação de propriedade e isolamento familiar, segundo o bispo EllyJoy Moi, da Holy Well of Bethel em Limuru. “Muitas são expulsas de casa, deixadas sem nada, mas ainda precisam criar os filhos. Algumas se escondem no álcool ou chegam a tentar o suicídio devido ao tormento mental”, afirma o bispo. Por meio de sua igreja, ele administra um programa que fornece itens básicos de alimentação como farinha, óleo, açúcar e feijão, além de apoio psicológico. O psicólogo Yuvinalis Momanyi, que colabora com a igreja, explica: “As viúvas passam por diferentes fases e, sem ajuda, podem afundar ainda mais no luto ou enfrentar a rejeição social”. Recentemente, mais de 80 viúvas viajaram para Mombaça para um feriado de uma semana organizado pelo bispo, onde nadaram, riram e recuperaram a esperança. O bispo Moi enfatiza a necessidade de políticas governamentais sobre herança de bens, saúde mental e empoderamento econômico, incluindo advogados e médicos dedicados.