Canadá examina crise humanitária em Cuba

O Comitê Permanente da Câmara dos Comuns do Canadá sobre Relações Exteriores e Desenvolvimento Internacional realizou uma sessão especial em 26 de fevereiro de 2026 para abordar a crise humanitária em Cuba, com depoimentos de ativistas cubanos. A reunião ocorreu dias após a aparição do embaixador cubano Rodrigo Malmierca Díaz, que culpou um ‘bloqueio de petróleo’ dos EUA. Grupos da sociedade civil cubana instaram o Canadá a pressionar por mudanças políticas na ilha.

Em 26 de fevereiro de 2026, o Comitê Permanente da Câmara dos Comuns do Canadá sobre Relações Exteriores e Desenvolvimento Internacional convocou uma sessão especial para examinar a crise humanitária em Cuba. Ativistas e organizações da sociedade civil cubana, incluindo a Cuban-Canadian Coalition (CCC) e o Cuban Observatory for Human Rights, foram convidados a depor perante o Parlamento em Ottawa.  nnA audiência seguiu a aparição do embaixador cubano Rodrigo Malmierca Díaz em 24 de fevereiro, que acusou o governo dos EUA de um ‘bloqueio de petróleo’ destinado a criar a crise e forçar uma mudança de regime em Havana.  nnRaimet Martínez, presidente da CCC, disse ao El Toque que a crise decorre de 67 anos de um sistema incapaz de governar, resultando em colapso econômico, social e institucional, e não de uma recente ordem executiva dos EUA. Ele enfatizou que a ajuda humanitária deve passar por organizações independentes da sociedade civil e instou o Canadá a defender mudanças políticas genuínas, sanções contra os responsáveis, libertação imediata de prisioneiros políticos e eleições multipartidárias supervisionadas internacionalmente.  nnYaxys Cires, diretor de estratégia do Cuban Observatory for Human Rights, pediu maior compromisso do Canadá, de seu governo e instituições para reformas em Cuba, afirmando que a situação humanitária requer mudanças políticas, econômicas e sociais.  nnOutros depoentes incluíram John Suarez, diretor executivo do Center for a Free Cuba, e Carolina Barrero Ferrer, presidente da ONG Citizenship and Freedom, juntamente com os membros da CCC Kirenia Carbonell e David Mederos.  nnO Canadá foi a principal fonte de turistas para Cuba pré-COVID-19, com mais de um milhão de visitantes anualmente, e investe na mineração via Sherritt International em níquel e cobalto. O governo cubano culpa as sanções dos EUA pela crise, mas especialistas apontam décadas de políticas econômicas e sociais fracassadas.  nnO governo canadense anunciou que enviará 6,7 milhões de USD em ajuda alimentar a Cuba em meio a uma crise de combustível piorando devido à redução nas remessas de petróleo após ameaças de tarifas dos EUA. A ministra das Relações Exteriores Anita Anand disse que não discutiu os planos de ajuda do Canadá com o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio ou outros funcionários dos EUA.  nnA sociedade civil cubana mantém que superar a crise exige democratização após décadas de domínio incontestado pelo Partido Comunista de Cuba e busca apoio internacional. Como disse Martínez: ‘a crise humanitária não pode ser separada da crise política, após décadas de políticas fracassadas, falta de liberdades fundamentais, repressão e prisão de opositores [que] levaram Cuba a funcionar hoje como um Estado falido.’

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