O presidente cubano Miguel Díaz-Canel expressou agradecimento ao México pelo envio de mais de 800 toneladas de ajuda humanitária em meio à crise energética da ilha causada pelo bloqueio petrolífero dos EUA. Dois navios militares partiram do México no domingo como parte dos esforços da presidente Claudia Sheinbaum para apoiar Cuba. O embaixador cubano no México também elogiou a solidariedade do país norte-americano.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel agradeceu publicamente ao México na segunda-feira pela sua solidariedade após o anúncio de mais de 800 toneladas de ajuda humanitária à ilha. Numa mensagem nas redes sociais, escreveu: «Obrigado, México. Pela solidariedade, o afeto, o abraço sempre caloroso a Cuba». Este gesto ocorre em meio a uma crise energética em Cuba, agravada pelo bloqueio petrolífero imposto pelos EUA, que deixou os aeroportos internacionais sem combustível de aviação a partir desta segunda-feira, segundo um aviso oficial confirmado pela EFE. Dois navios militares zarparam do México no domingo, transportando 814 toneladas de suprimentos: 278 toneladas de alimentos de primeira necessidade e 536 toneladas de artigos de higiene pessoal. A Secretaria de Relações Exteriores do México (SRE) afirmou que este apoio mantém viva a tradição de solidariedade do país com os povos latino-americanos, particularmente com Cuba. Além disso, mais de 1500 toneladas de leite em pó e feijão aguardam envio. O embaixador cubano no México, Eugenio Martínez, enfatizou que «esta ajuda ajudará a mitigar as consequências da cruel guerra económica contra Cuba», referindo-se a novas medidas do presidente norte-americano Donald Trump. Ele acrescentou: «Os nossos sinceros e profundos agradecimentos ao Governo do México, ao seu povo e à sua presidente». O México foi um dos principais fornecedores de crude de Cuba em 2025, com envios no valor de 496 milhões de dólares, segundo o diretor da Pemex, Víctor Rodríguez Padilla. No entanto, não houve envios de petróleo bruto este ano devido a sanções dos EUA, pelo que Sheinbaum mantém canais diplomáticos abertos com Washington enquanto envia ajuda humanitária para evitar tarifas.