O prefeito da Cidade do Cabo, Geordin Hill-Lewis, propôs a criação da primeira divisão de detetives da Polícia Metropolitana da África do Sul durante um evento em Delft em 15 de julho de 2026. O plano gerou objeções de autoridades policiais nacionais sobre a autoridade legal.
Hill-Lewis fez o anúncio no local de um tiroteio relacionado a gangues ocorrido em abril de 2026, que matou quatro pessoas, incluindo um menino de 13 anos. Ele vinculou a proposta à permanência da Aliança Democrática no controle da Cidade do Cabo após as eleições municipais de novembro e afirmou que o trabalho começaria imediatamente em 5 de novembro, caso o partido vença. A porta-voz da Polícia Nacional, a brigadeira Athlenda Mathe, declarou que nenhuma lei autoriza uma estrutura municipal a estabelecer uma unidade de detetives para crimes violentos. Ela observou que as funções da polícia municipal sob a Lei SAPS de 1995 são limitadas ao policiamento de trânsito, aplicação de leis locais e prevenção ao crime. O pesquisador independente David Bruce alertou que a expansão dos poderes municipais poderia aumentar os riscos de corrupção e abuso. O porta-voz nacional do POPCRU, Richard Mamabolo, disse que qualquer novo serviço de investigação deve cumprir os mandatos constitucionais e pode levar a disputas sobre investigações. Hill-Lewis atribuiu o lento progresso dos casos a quase 200 vagas de detetives da SAPS não preenchidas na Cidade do Cabo e disse que a cidade buscará medidas judiciais, se necessário, para implementar o plano.