O diretor executivo da CME, Terrence Duffy, que deixará o cargo, afirmou que a empresa entrará com uma ação judicial contra a CFTC após o órgão regulador aprovar produtos de futuros perpétuos no início deste mês. Duffy argumentou que os produtos não se qualificam como contratos futuros sob a Lei Dodd-Frank. A CFTC respondeu classificando a ação planejada como leviana.
Duffy, que deixará o cargo no próximo ano, disse à CNBC na quarta-feira que os futuros perpétuos envolvem duas partes trocando pagamentos e, portanto, atendem à definição de swaps em vez de futuros. Ele afirmou que a CME precisa de regras mais claras antes de considerar seus próprios contratos na categoria.
A CFTC aprovou o produto de futuros perpétuos da Kalshi este mês. Duffy disse que a aprovação não cumpriu os requisitos da Lei Dodd-Frank e que a agência deturpou certos fatos, incluindo sua descrição das regras de negociação 24/7.
Em um comunicado enviado por e-mail, um porta-voz da CFTC disse que a bolsa escolheu o 'lawfare' (uso do sistema jurídico como arma) em vez da competição de mercado e que as empresas estabelecidas temem competir em condições de igualdade. O porta-voz acrescentou que a agência espera conseguir a extinção do processo.
Duffy deve entrar com a ação no Distrito de Colúmbia na quinta-feira.