De acordo com 'La Lupa Fiscal' do Banco de Bogotá, o Governo Nacional da Colômbia atingiria a meta de déficit fiscal de 7,1% do PIB em 2025, graças a operações de gerenciamento de dívida e pagamentos de juros mais baixos. No entanto, as estimativas da Fedesarrollo apontam para 7,5%, o segundo mais alto das últimas décadas. Essa situação é influenciada por fatores como inflação e gastos públicos expansivos.
O relatório 'La Lupa Fiscal' do Banco de Bogotá afirma que a Colômbia fecharia 2025 com um déficit fiscal de cerca de 7,1% do PIB, cumprindo a meta estabelecida no Marco Fiscal de Médio Prazo (Mfmp). Isso contrasta com alertas anteriores da Investigaciones Económicas, que desde maio estimavam -7,8%, mas fatores como operações de gerenciamento de dívida (OMD) da Dirección de Crédito Público y Tesorería Nacional (Dcptn) foram fundamentais. Entre eles, alto volume de OMD, swaps de referência soberana (TRS), compras de TES pela Dcptn, taxas de câmbio baixas influenciadas por monetizações que excedem US$ 5 bilhões de setembro a novembro, e um PIB nominal superior ao esperado devido a uma inflação maior, com crescimento acima de 8% em comparação com os 6,4% projetados.
No Congresso da Asofuciarias em 16 de outubro, J. Cuéllar, diretor da Dcptn, revelou que os pagamentos de juros estariam entre 3,2% e 3,8% do PIB, abaixo dos 4,7% do Mfmp. Isso é explicado por uma TRM média observada de US$ 3.962 no segundo semestre, versus US$ 4.335 projetados, reduzindo os juros da dívida externa em 0,2% do PIB. Além disso, operações da Dcptn, em um contexto de apetite global por risco, economizariam 0,5% ou mais do PIB em juros, com holdings de TES em 14 trilhões de pesos e adiamento de mais de 4 trilhões em pagamentos para 2026.
No entanto, a Fedesarrollo estima um déficit de 7,5% do PIB, o segundo mais alto recente, impulsionado por gastos públicos expansivos que pressionam a demanda agregada e a inflação, que atingiu 5,51% anual em outubro, marcando quatro meses de aumento. Luis Fernando Mejía, diretor da Fedesarrollo, afirmou: “Os números de inflação não foram bons nos últimos quatro meses. Esse aumento é um dos fatores que impediu o Banco de la República de reduzir sua taxa de juros.” A taxa permanece em 9,25%, com inflação projetada acima de 5% no final do ano. Essa redução nos pagamentos de juros permitiria maiores gastos primários, mas o déficit limita o espaço fiscal em meio a menor crescimento e alta dívida.