O Quarto Tribunal de Garantias de Santiago e o Tribunal de Apelação rejeitaram o pedido da promotora Paulina Díaz para acessar chamadas, dados, contatos e geolocalização dos celulares de 11 jornalistas. Essa decisão é vista como uma vitória para a liberdade de imprensa no Chile. O diretor da Escola de Jornalismo da Universidad Finis Terrae a descreve como uma proteção essencial para a democracia.
Em uma recente decisão, o Quarto Tribunal de Garantias de Santiago e o Tribunal de Apelação negaram firmemente o pedido apresentado pela promotora Paulina Díaz. A petição buscava acesso a chamadas, dados, contatos e geolocalização dos celulares de 11 jornalistas, gerando preocupações na comunidade jornalística.
Alberto Pedro López-Hermida, diretor da Escola de Jornalismo da Universidad Finis Terrae, escreveu em uma carta ao editor de La Tercera: "É uma boa notícia que o Quarto Tribunal de Garantias de Santiago e o Tribunal de Apelação tenham negado com convicção o pedido da promotora Paulina Díaz para acessar chamadas, dados, contatos e geolocalização dos celulares de 11 jornalistas."
López-Hermida enfatizou que a democracia se apoia em três pilares: a cidadania, a política e a imprensa. "Sempre que qualquer um desses três vértices é atacado, a própria democracia está em risco", argumentou, citando exemplos de governos autoritários que buscam minar esses elementos. O pedido da promotora representa, segundo ele, uma ameaça à prática jornalística e demonstra ignorância do quadro legal e ético que a protege, aplicável em qualquer nação democrática.
Aqueles que formam jornalistas expressam preocupação com tentativas de silenciar a imprensa, mas essa decisão judicial proporciona alívio ao interromper uma ameaça direta à democracia. O contexto destaca a importância de salvaguardar a independência jornalística para manter o equilíbrio democrático no Chile.