Novos detalhes de um processo criminal nos EUA surgiram uma década após ativistas climáticos que promoviam a campanha #ExxonKnew terem sido alvos de ataques de phishing. Processos judiciais alegam agora que a operação foi encomendada por uma empresa de relações públicas que trabalhava para a Exxon Mobil. Tanto a empresa quanto a firma negam qualquer envolvimento.
O suposto esquema começou após uma reunião de estratégia em janeiro de 2016 no escritório do Rockefeller Family Fund em Manhattan. Poucas semanas depois, participantes como Kert Davies, do Climate Investigations Center, começaram a receber e-mails de phishing que pareciam vir de plataformas de redes sociais. Alguns clicaram nos links, permitindo o acesso às suas contas.
Detalhes de um e-mail hackeado chegaram ao Wall Street Journal e ao Washington Free Beacon em abril de 2016. Essas reportagens foram posteriormente citadas pela Exxon em processos judiciais para se opor a investigações conduzidas por procuradores-gerais estaduais. Os promotores dizem agora que os materiais tiveram origem na operação de hackeamento.
Em abril de 2026, uma acusação contra o investigador israelense Amit Forlit foi revelada. O documento afirma que uma empresa de lobby com laços com a Exxon contratou Forlit para alvejar ativistas climáticos e que documentos roubados chegaram ao cliente. Forlit foi extraditado do Reino Unido e declarou-se inocente. A Exxon e o DCI Group negaram qualquer conexão com os ataques.