O governo Trump apresentou novas denúncias contra o ex-diretor do FBI, James Comey, e contra o Southern Poverty Law Center como parte do que críticos descrevem como uma campanha de vingança contra inimigos políticos. Essas acusações seguem esforços anteriores que visavam figuras como a procuradora-geral de Nova York, Letitia James. Os promotores utilizaram amplos estatutos federais e poderes de grandes júris nesses casos.
Na semana passada, o Departamento de Justiça denunciou o ex-diretor do FBI, James Comey, por causa de uma foto de conchas na praia arranjadas para formar a frase "86 47", que os promotores alegam ser uma ameaça codificada de matar o presidente Donald Trump. Comey declarou que não sabia que "86", uma gíria para se livrar de algo, tinha conotações violentas. O Southern Poverty Law Center enfrenta acusações de fraude eletrônica baseadas em alegações de que enganou doadores ao fingir combater grupos como a Ku Klux Klan, enquanto secretamente os apoiava, com evidências ligadas em grande parte ao uso de informantes pagos, de forma semelhante às práticas do FBI. Esses casos baseiam-se em ações anteriores, incluindo a denúncia de fraude bancária em outubro passado contra Letitia James por supostamente declarar falsamente um imóvel alugado como sua residência principal em um pedido de hipoteca — uma acusação que acarreta até 60 anos de prisão, apesar de sua natureza técnica. Os promotores encerraram uma investigação sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na semana passada, sob pressão republicana, e tentativas anteriores contra Comey, James e legisladores democratas conhecidos como o 'Seditious Six' falharam devido à resistência judicial e do grande júri. Críticos argumentam que essas investigações, possibilitadas por estatutos vagos sobre fraude bancária e eletrônica que carecem de requisitos claros de intenção, corroem o sistema de justiça ao permitir assédio por meio de intimações de grande júri com supervisão mínima. Na Flórida, mais de 130 dessas intimações teriam sido emitidas em uma investigação apelidada de “a grande conspiração” sobre investigações anteriores contra Trump. As reformas propostas incluem o esclarecimento de estatutos criminais, a exigência de revisão judicial de intimações, a obrigação de os promotores apresentarem evidências exculpatórias aos grandes júris e a concessão aos alvos de aviso prévio e oportunidade de depor antes da denúncia.