Ayaan Hirsi Ali, que já foi rotulada como uma 'extremista anti-muçulmana' pelo Southern Poverty Law Center (SPLC), celebrou a denúncia federal contra a organização sem fins lucrativos por acusações de fraude em um artigo de opinião esta semana, descrevendo o episódio como um acerto de contas que já deveria ter ocorrido há muito tempo. As acusações alegam que o SPLC desviou mais de 3 milhões de dólares de fundos de doadores para informantes ligados a grupos de ódio entre 2014 e 2023 — detalhes abordados em reportagens anteriores.
Hirsi Ali, que vive sob proteção armada há mais de 20 anos após ameaças ligadas ao assassinato do cineasta Theo van Gogh em 2004 (cujo assassino a tinha como alvo), argumentou que o relatório de 2016 do SPLC colocou em risco críticos da ideologia islâmica durante ataques como o massacre do Charlie Hebdo em 2015 e o atentado ao Bataclan em 2016. Ela observou que o SPLC fez um acordo multimilionário e pediu desculpas a Maajid Nawaz, outra figura na lista, mas ela mesma não recebeu qualquer reparação. Hirsi Ali também destacou preocupações financeiras de longa data, incluindo enormes reservas, aumentos na arrecadação de fundos após a manifestação de Charlottesville em 2017 e uma suposta conexão de informante com aquele evento. A denúncia, apresentada por um grande júri de Montgomery, no Alabama, acusa o SPLC de fraude eletrônica, fraude bancária e conspiração para lavagem de dinheiro, enquanto a organização se posicionava publicamente contra o extremismo que supostamente financiou. O CEO interino do SPLC, Bryan Fair, classificou as acusações como politicamente motivadas, enfatizando que uma denúncia não é uma condenação. Para detalhes completos da denúncia, consulte a cobertura anterior desta série.