A 47.ª edição do Rally Dakar inicia-se a 3 de janeiro em Yanbu, Arábia Saudita, com um percurso de quase 8.000 quilómetros que inclui duas etapas maratona. Sete competidores chilenos participarão em motos e veículos, incluindo nomes proeminentes como Francisco López e Ignacio Casale. Esta é a sétima vez que o evento se realiza exclusivamente no deserto asiático.
O Rally Dakar 2026, um dos maiores desafios do desporto motor, arranca este sábado, 3 de janeiro, e prolonga-se até 17 de janeiro. O evento começa com uma cerimónia de abertura e prólogo em Yanbu, na costa do Mar Vermelho, definindo a ordem de partida para as 13 etapas cronometradas distribuídas por duas semanas. Está agendado um dia de descanso em Riade antes dos troços finais.
O percurso foi redesenhado para totalizar cerca de 8.000 quilómetros, com 4.840 quilómetros de secções cronometradas, tornando-o uma das edições mais longas e exigentes dos últimos anos. As principais novidades incluem duas etapas maratona: uma de Ul-Ula a Hail, e outra de Wadi Ad Dawasir a Bisha, nas quais os competidores enfrentam dias consecutivos sem assistência externa, testando pilotos, navegadores e a fiabilidade dos veículos.
O Chile alinha uma equipa de sete pilotos com experiência diversa. Em motos, José Ignacio “Nacho” Cornejo lidera como figura nacional de destaque, acompanhado por Tomás de Gavardo, filho do lendário “Cóndor de Huelquén”, e o estreante Ruy Barbosa Jr. Em veículos, Francisco “Chaleco” López, tricampeão do Dakar, competirá em SSV; Ignacio Casale, tetracampeão de quads, regressa em Challenger ao lado de Lucas del Río; e o veterano Hernán Garcés, de 65 anos, enfrentará o seu quarto Dakar em Ultimate.
Esta edição destaca a transição do Dakar das suas raízes africanas e sul-americanas, onde o Chile foi um hub chave em edições anteriores, para a sua consolidação na Arábia Saudita desde 2020.