Dashia Rocío, uma jovem de 19 anos do Estado do México, denunciou o pai por tentativa de abuso sexual e foi presa por suposta extorsão ligada ao Cártel Jalisco Nova Geração. Após intervenção da Secretaria de Mulheres, liderada por Citlalli Hernández, sua medida cautelar foi alterada para que ela possa continuar o processo em liberdade. A família acusa o pai de fabricar as acusações.
Dashia Rocío, de 19 anos e residente no Estado do México, se reuniu com o pai após um teste de DNA confirmar a paternidade. Logo depois, em dezembro, ela denunciou que ele tentou abusar sexualmente dela: em uma ocasião, ele a tocou sem consentimento enquanto ela dormia, e em outra, deu clonazepam para facilitar, embora ela tenha resistido. Ela voltou para a mãe, Marisol, e rejeitou as ofertas do pai para se reconciliar, como pagar pelos estudos e comprar um carro.
No dia 26 de dezembro, Dashia foi a uma concessionária de carros com a avó, esperando receber o veículo prometido, mas foi presa por 10 agentes sob ordem de extorsão, com base em uma denúncia anônima que a ligava ao Cártel Jalisco Nova Geração. Ela foi levada ao Centro de Reinserção Social de San Pedro Barrientos, em Tlalnepantla, onde relatou dormir no chão, passar fome e sentir frio. A família denunciou irregularidades e buscou ajuda da Comissão de Direitos Humanos, que abriu o expediente 250/2025.
A história de Marisol na mídia chamou a atenção de Citlalli Hernández, chefe da Secretaria de Mulheres, que se reuniu com ela em 11 de dezembro e manteve diálogos com a família e autoridades do Estado do México. Neste domingo, Hernández anunciou que uma injustiça foi corrigida ao alterar a medida cautelar, permitindo que Dashia defenda sua inocência em liberdade. A avó de Dashia agradeceu o apoio de Hernández e do Coletivo Machos, mencionando Karina. Embora o processo permaneça aberto, Dashia retornou à família.