Yadira Córdoba busca deportação para recuperar sua liberdade

A ativista nicaraguense Yadira Córdoba, detida no Texas, implora pela deportação para qualquer país exceto a Nicarágua para recuperar sua liberdade. Seu pedido de asilo político foi negado e ela enfrenta incerteza após Honduras recusar recebê-la.

Yadira Córdoba, membro da Associação Mães de Abril (AMA), permanece confinada em um centro de detenção de migrantes em San Antonio, Texas. Ela chegou aos Estados Unidos em 2023 fugindo da violência política na Nicarágua após o assassinato de seu filho Orlando Córdoba, de 15 anos, durante um protesto em 2018. Após entrar no país, solicitou asilo político, mas foi detida pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) em 20 de agosto de 2025.

Um juiz de imigração dos EUA no Texas rejeitou seu pedido de asilo no início de novembro de 2025 e ordenou sua deportação para Honduras. No entanto, o governo hondurenho recusou aceitá-la. Em uma gravação de áudio obtida pela Confidencial, Córdoba denuncia os atrasos das autoridades americanas. «Disseram-me que eu seria deportada para Honduras, mas esse país recusou. Pedi que me levassem para qualquer lugar, mas que me devolvessem minha liberdade. Eles estão violando meus direitos, porque dizem uma coisa hoje e outra amanhã, e não me soltam», afirma ela.

«Não posso voltar à Nicarágua, mas também não posso ficar presa», insiste Córdoba, acrescentando: «Eu vim para este país em busca de proteção e liberdade». Seu filho Ronald Córdoba, em entrevista à Confidencial, espera que sua mãe seja enviada para um país seguro, não à Nicarágua, para evitar a repressão transnacional do regime de Daniel Ortega e Rosario Murillo. Ele descreve o julgamento de asilo como «muito difícil emocionalmente», pois a obriga a reviver o trauma. «Esse processo não foi fácil. É muito difícil reabrir minhas feridas e lembrar tudo o que vivi por causa de um governo assassino», disse Córdoba durante a audiência, segundo seu filho.

A família teme que Córdoba se torne um «alvo fácil» se for deportada para a Nicarágua. Ela «já pagou» por entrar sem documentos e urge sua libertação, mesmo para o México.

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