A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, 43 anos, conhecido como 'Sicário', confirmou sua morte nesta sexta-feira (6), após tentativa de suicídio em cela da Polícia Federal em Minas Gerais. Mourão foi preso na quarta-feira (4) na nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master de Daniel Vorcaro.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de 'Sicário' pela Polícia Federal, morreu nesta sexta-feira (6 de março de 2026), conforme nota divulgada por sua defesa. O óbito foi declarado às 18h55, após o encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado por volta das 10h15 do mesmo dia. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo os procedimentos legais.
Mourão, de 43 anos, foi um dos presos na quarta-feira (4) durante a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro André Mendonça. A operação investiga irregularidades no Banco Master, de Daniel Vorcaro, incluindo fraudes financeiras, corrupção e organização criminosa. A PF identificou Mourão como operador central de um grupo chamado 'A Turma', responsável por coordenar a obtenção de informações e o monitoramento de pessoas de interesse do banqueiro.
Segundo relatórios da PF, Mourão trocou mensagens com Vorcaro sobre tentativas de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, por meio de um assalto simulado, além de outras conversas envolvendo ameaças e agressões a desafetos. Ele teria acesso a bases de dados restritas de órgãos públicos nacionais e internacionais.
No dia da prisão, a defesa de Mourão afirmou que os fatos imputados não correspondiam à realidade e seriam esclarecidos após acesso aos autos. Mourão tentou suicídio em uma cela da Superintendência da PF em Minas Gerais e foi socorrido, permanecendo internado até o falecimento.
Em Minas Gerais, onde era conhecido como 'Mexerica', Mourão tinha antecedentes por crimes não violentos, como furto qualificado, estelionato, associação criminosa, falsificação de documentos e crimes contra a economia popular. Policiais mineiros o descreviam como golpista envolvido em esquemas de pirâmide financeira, agiotagem e jogos do bicho. Desde 2021, ele era réu na 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte por crime contra a economia popular, organização criminosa e lavagem de dinheiro, em um esquema de pirâmide iniciado em 2017 que atraiu investimentos com promessas de lucros exorbitantes. A denúncia incluiu sua mãe e irmã como coautoras, e o processo ainda não foi julgado.
A defesa reiterou que o processo estava em curso e que a inocência seria provada. A operação Compliance Zero também levou à prisão de Vorcaro e outros aliados, com medidas como tornozeleira eletrônica para um servidor do Banco Central ligado ao banqueiro. As investigações abrangem crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça, com conexões ao escândalo de fraudes no INSS.