Illustration of MC Ryan SP's arrest in PF's money laundering operation Narcofluxo, showing handcuffed singer with agents and seized cash outside São Paulo headquarters.
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Prisão de MC Ryan SP é mantida após operação da PF contra lavagem de dinheiro

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A Justiça manteve a prisão de MC Ryan SP nesta quinta-feira (16/4), após audiência de custódia, na Operação Narcofluxo da Polícia Federal. A ação, deflagrada em 15/4, investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais, rifas digitais e tráfico de drogas. O cantor está detido na sede da PF em São Paulo, junto com outros alvos como MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono do Choquei.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Narcofluxo em 15/4, com mais de 200 agentes cumprindo 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos. A investigação aponta um esquema de lavagem de dinheiro superior a R$ 1,6 bilhão, com possível vínculo ao PCC, envolvendo empresas de entretenimento para misturar recursos lícitos e ilícitos de apostas e rifas.

MC Ryan SP foi identificado como líder e principal beneficiário, utilizando firmas ligadas à música para ocultar fundos, transferindo participações a familiares e comprando imóveis, veículos e joias. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens dele e de outros 77 alvos. Influenciadores como Chrys Dias rifavam imóveis por valores irrisórios, como R$ 0,19 por um apartamento de R$ 200 mil.

Na audiência de custódia em 16/4, a prisão de Ryan e outros, incluindo MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, foi mantida. O juiz concedeu 24 horas ao MPF para analisar a defesa antes de decidir sobre a soltura. A defesa de Ryan afirmou que "todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada" e confia na comprovação da lisura das transações.

Uma produtora cancelou o show de Ryan marcado para 17/4 em São Vicente, citando "motivos alheios à nossa vontade", substituindo-o por MC Lele JP. O governador Tarcísio de Freitas comentou foto com Rodrigo Oliveira, da GR6 Explode e preso na operação, dizendo que tira fotos em eventos sem conhecer processos judiciais dos presentes.

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