A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (16) Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), por envolvimento em esquema de propina ligado ao Banco Master. Costa teria recebido seis imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões de Daniel Vorcaro para ocultar irregularidades. A prisão, autorizada por André Mendonça do STF, foi transferida para a Papuda.
Paulo Henrique Costa foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira em seu apartamento no Noroeste, em Brasília, durante a quarta fase da Operação Compliance Zero. A medida, autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF, acusa Costa de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por seu papel na tentativa de aquisição de carteiras do Banco Master pelo BRB.
Segundo investigações do Ministério Público Federal, Costa foi peça essencial na operação e ocultou seis imóveis — quatro em São Paulo e dois em Brasília — recebidos como propina de Daniel Vorcaro, avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais cerca de R$ 74,6 milhões já foram pagos. Diálogos de celulares mostram negociações casuais sobre a propina e conhecimento de inconsistências nas carteiras desde o início, com pressão para aprovações rápidas.
A defesa de Costa, liderada pelo advogado Cléber Lopes, nega irregularidades e classifica a prisão como exagero da Justiça. "A defesa continua firme na convicção de que o Paulo Henrique não cometeu crime algum", disse Lopes, que pretende recorrer à Segunda Turma do STF, marcada para julgar a manutenção da prisão nos dias 22 e 24 de abril.
Costa comandou o BRB de 2019 a novembro de 2025, indicado por Ibaneis Rocha (MDB), e está investigado desde novembro de 2025. Uma auditoria independente entregue à PF em abril reforçou suspeitas de que as operações eram tratadas como 'negócio do presidente'.