Após relatos iniciais de cirurgia de quadril acelerada para a mãe da ministra da Saúde Ximena Aguilera no Hospital del Salvador —deslocando um paciente de laparotomia que morreu três dias depois—, mais legisladores exigem investigações, possíveis queixas ao Ministério Público e a renúncia da ministra. O escândalo destaca problemas mais amplos na gestão de listas de espera na saúde pública.
A controvérsia, revelada primeiro pelo La Tercera e detalhada mais pelo Canal 13 na véspera de Ano Novo, mostrou registros hospitalares indicando que a mãe de Aguilera foi internada e operada em 10 horas, priorizando-a sobre outros, incluindo 11 pacientes de cirurgia de quadril e um caso de laparotomia que terminou fatalmente.
Baseando-se em reações anteriores —incluindo pedidos da UDI ao Contralor Geral, o apelo do senador Juan Luis Castro por auditoria médica, e demandas de deputados como Andrés Celis (RN) por queixas de tráfico de influência—, surgiram novas críticas. O deputado Hernán Palma (Frevs), membro da Comissão de Saúde, classificou-a como «inaceitável», citando corrupção no manejo de recursos.
Johannes Kaiser (PNL) considerou a ministra «insustentável» nas redes sociais, instando ação criminal. Chiara Barchiesi do Partido Republicano destacou «dúvidas legítimas» contra a normalização de furar fila, enquanto Agustín Romero e Luis Fernando Sánchez exigiram revisão completa e renúncia imediata. Jorge Guzmán (Evópoli) chamou-a de «imoral», invocando igualdade constitucional, e Daniel Lilayú (UDI) pressionou por investigação do Ministério Público devido à gravidade da morte.
O presidente da Comissão de Saúde do Senado, Iván Flores (DC), optou por não convocar Aguilera, deferindo à Câmara dos Deputados. O caso amplifica preocupações com listas de espera na saúde pública que afetam 85% dos pacientes vulneráveis, com o Ministério da Saúde se recusando a comentar.