A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorização para o ex-presidente realizar cirurgias devido a piora em sua saúde enquanto cumpre pena na PF em Brasília. Os advogados pedem também prisão domiciliar humanitária, citando a gravidade do quadro clínico. A petição foi apresentada em 9 de dezembro de 2025.
Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) apresentaram uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite de 9 de dezembro de 2025, solicitando que o ex-presidente deixe temporariamente a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília para realizar procedimentos cirúrgicos no hospital DF Star.
De acordo com a defesa, as cirurgias são necessárias para tratar o quadro de soluços, sequela de intervenções anteriores, e a piora do diagnóstico de hérnia inguinal unilateral. Bolsonaro tem se queixado de dores e desconforto na região inguinal, agravados por crises de soluços que aumentam a pressão abdominal. Relatórios médicos indicam a necessidade de internação imediata, com duração estimada de cinco a sete dias, ou pelo tempo necessário para uma recuperação adequada.
A defesa descreve o quadro como de 'excepcional gravidade', com doença grave, crônica, progressiva e múltipla, enquadrando-se nas hipóteses do artigo 318, inciso II, do Código de Processo Penal (CPP) e na jurisprudência do STF para concessão de prisão domiciliar humanitária. Eles reiteram que a confusão mental do ex-presidente contribuiu para a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, detectada em 22 de novembro de 2025, quando Bolsonaro usou um ferro quente para tentar abri-la.
Bolsonaro está preso na PF desde 22 de novembro, inicialmente em regime preventivo devido ao episódio da tornozeleira e de uma vigília. Três dias depois, em 25 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista, em regime fechado. Essa é a mais recente de cirurgias anteriores, como a remoção de lesões na pele em setembro de 2025 e uma no intestino em abril do mesmo ano, ambas realizadas pelo médico Claudio Birolini.
"Conforme informado pelo médico responsável pelo tratamento do Peticionário, o ex-Presidente precisa passar por cirurgia tanto para tratamento do quadro de soluços [...] como em razão da piora do diagnóstico de hérnia inguinal unilateral", afirmam os advogados no documento.